Eu não vislumbro a sorte grande e muito menos tenho medo das pequenas desgraças. Há muito tempo o escuro não me assusta. Não tenho mais medo da solidão. Aprendi com ela que é preciso reflexão antes de olhar para as certezas do coração. Aprendi que cultivar a felicidade é melhor que contabilizar as lágrimas.

Faço do hoje minha estrada. Amanhã não me pertence. Hoje, viverei o presente. Vou viver conforme me for aprazível, ou se fizer necessário, vou seguir nessa estrada.

Irei utilizar este dia de modo mais positivo, não devo desperdiçá-lo, logo justamente esse dia! Farei dele um dia diferente dos demais, para que, no final, eu não precise contabilizar as alegrias, já que serão tantas. Irei apenas explorar a esperança de dias melhores, aguçar o gosto pelo poder do agora, pela felicidade e pela satisfação de saber que eu posso fazer grande, fazer bem e, consequentemente, fazer melhor que ontem.

Alimentarei meu gosto pelas experiências singelas, vividas no jardim da felicidade e do encanto. Regarei toda esperança de tudo que é real; regarei os dias bons onde não há ervas daninhas da incerteza, onde o status não mascarou a ingenuidade, onde a manipulação não tem lugar, onde a hipocrisia não esconde as caras, onde a mentira tem seu próprio nome, onde a verdade é genuína, onde o cuidado tem moradia permanente e onde a arrogância não adquiriu poder. Deixarei de tentar manter a lógica de tudo, de ser racional o tempo todo, de me preocupar com a simetria, com a moralidade e organização de detalhes sem importância (…) enfim, eu deixarei para trás algumas mazelas que estão impregnadas na rotina que eu consolidei como certa – aquele lance da trivialidade. Agora eu vou me embriagar do romantismo, escreverei poesias de amor, pois é o que eu sinto e é que me move. Falarei também o quanto amo, sem medo da rejeição, de ser utópica, careta e ignorada ou mesmo descartada. Afinal, eu não preciso de permissão ou aprovação para ser quem eu sou e ser protagonista dos meus sentimentos e emoções. Eu deixarei de lado toda e qualquer postura feminista e darei asas as minhas intuições e voarei para bem longe.

Não deixarei que o escuro negativismo me amedronte e impregne em mim qualquer energia de baixo astral e nada do que foi padronizado como certo. Não preciso de padrões e regras externas para me limitar. Não deixarei ser guiada por essas regras, que eu até mesmo desconheço quais são; pois acredito que, em meus pensamentos, só entrará a escuridão se eu permitir e que pensamentos claros são frutos de minhas crenças e permissões. Eu definitivamente não preciso me adequar a nada disso e viver em busca de aceitação, pois intuitivamente eu sei que nada do que fiz ou farei será suficiente. E, quanto a isso, eu não preciso desperdiçar minhas energias.

Eu estarei olhando para tudo e para um presente e futuro em que há nuances de tranquilidade e que me toque pela autenticidade.

Eu também sei que posso gerar toda a felicidade e luz que se difunde ao meu redor, basta abrir os olhos e fazer a separação dos focos de luz e das sobras dos dias atuais.

É importante aprender a enxergar muito além, a perdoar, a agradecer, a observar a natureza, a dizer não, a dizer sim, a pensar sobre o talvez (…) definitivamente, é importante pensar positivo e aprender a viver bem. Não buscar apenas o prazer e sim, continuamente, exercer o encontro com a felicidade.

Desvincule-se de qualquer tipo de obrigação ou enlace costumeiro. Liberte-se de padrões, pois eles apenas representam regras que funcionaram para alguém. Inove!!! Tenha orgulho de você e da estrutura emocional e espiritual que o compõe.

É certo que a sensação individual de felicidade sofre certa influência da nossa tendência de comparação. O nosso sentimento de satisfação com a vida, muitas vezes, depende da pessoa com quem estamos nos comparando. Tudo isso pode ter uma vertente positiva, se nos compararmos aos menos afortunados e refletirmos que nossa condição é mais favorável e que as coisas podem ser piores. O prazer é momentâneo enquanto que a felicidade é um exercício contínuo rumo ao estar e permanecer bem.

É preciso ter perspicácia e seguir com planos pouco pretensiosos, a fim de evitar grandes frustrações e, conseqüentemente, evitar desilusões.

Pensamentos negativos têm poder de entrar na sua mente de forma a interferir no discernimento entre uma conduta positiva e uma negativa.  Todos nós temos grande potencial para nos tornarmos pessoas felizes e serenas. Devemos, portanto, trabalhar arduamente o positivismo. O pensamento positivo é uma questão de treinamento. Aquela “agressividade e inquietação aparente inata” tem um fundo contrário a nossa essência.

Hoje, optei por não ter mais medo do escuro que eu mesma criei com força de pensamentos podres e mesquinhos. Doces ilusões.

Hoje, acordei em mim.

Andréia Cardoso

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2 responses to “EU NÃO TENHO MAIS MEDO DO ESCURO.”

  1. Avatar de Geisa Gomes
    Geisa Gomes

    Olá!
    Encontrei seu texto por acaso, mas achei-o belíssimo, parabéns!!!! Concordo com vc, a felicidade é algo construído a partir de nós mesmos, e quanto mais nos conhecermos e procurarmos viver de acordo com o que somos, e não de acordo com padrões e modelos externos, mais felizes seremos! parabéns!

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    1. Avatar de andreiass7

      Obrigada querida! Seja bem vinda!
      A felicidade está no gosto, não naquilo em que o outros acham agradável para nós. A felicidade é egóica. Infelizmente a MAIORIA das pessoas vivem mediante padrões ditados por essa sociedade OCIDENTAL e a TRADIÇÃO acaba por nos fazer escravos de um sistema DITATORIAL.

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