Estou cansada de me esconder no lado escuro do que é a felicidade e essa agonia só me enterra a cada novo amanhecer – ao abrir meus olhos com força, eu tento enxergar uma perspectiva de um novo horizonte e eu não consigo – sinto uma certa extrema impotência quando me vejo apenas no hoje cheio das mesmas rotinas do ontem. Os dias vão passando e lentamente meu espírito vai indo embora, é como se eu estivesse desaparecendo aos poucos.

Eu enterro todos os meus sonhos, fantasias e ilusões a cada tristeza que se estampa em tudo isso que restou de mim. Não posso voltar, a realidade mudou no hoje. Eu não vou mais reclamar, aceitarei o que não posso mudar. Tenho que me acostumar com esse novo ser estranho que me tornei, mas eu preciso me proteger.

Você coloca seu dedo em minha face, mas você não sabe o quão é ruim estar neste meu lugar – prisioneira da própria vida e, numa tentativa diária tentar proteger eu de mim mesma. É a realidade do medo que surge a cada marca que meu corpo estampa.

É como reger uma orquestra sem sinfonia tentando ritmar aos sons de poucos instrumentos. Nesta algazarra, eu perco o brilho e o ritmo de viver, e é isso o que sobrou de mim.

Andréia Cardoso

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2 responses to “EU PRISIONEIRA DE MIM MESMA”

  1. Avatar de jose
    jose

    lindo poema andreia tem tudo combinado com o real. super bjo pra vc. aí

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    1. Avatar de andreiass7

      Obrigada querido! Um grande abraço para ti.

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