Eu sonhei. Sonhei cada noite. Eu voei como uma borboleta de vida curta e bonita. Nasci na sombra da esperança, mas cresci nos bosques das tristezas. Tomei chuva, senti o calor do sol, vivi boa parte à sombra da felicidade… Eu apenas fechei os olhos e decidi voar. Eu fui muito além de onde poderia ir. Eu não sou anjo, mas, às vezes, eu preciso voar só para não sucumbir. Eu preciso voar. Acontece que, por vezes, minhas asas são pequenas, enquanto o meu horizonte me instiga. Eu apenas queria voar em uma noite escura- para que ninguém me visse- e em um céu estrelado- para que eu pudesse me orientar.

Eu queria querer mais, mas os sonhos acabaram. Escute: – Olhe para cima, eu vou estar lá.

Você se lembra da estrela que lhe entreguei? Olhe para cima, olhe para o céu. Eu vou estar lá. Você não acredita? Eu vou estar lá se você acreditar. Às vezes, é preciso acreditar e sonhar. Às vezes, quando se sonha, você se permite acreditar.

 

Andréia Cardoso

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