As pedras da calçada machucaram os meus pés

O importante é continuar  quando se tem algo a dizer

O tempo muda com o tempo

Ninguém sabe o meu segredo

Não há suspeitos

Há um desejo

Suplícios

Arremessos

Você jamais voltará a SER

Assim será

Como uma  partida

De podre em pão

Mas sem razão

Uma última chance

Meu sorriso não dançará mais

É a verdade que chega, mas estará longe demais

Vai, vai, vai…

Vai com os anjos, vai em paz

Era sim, como uma última vez, mas sempre há uma última chance

Vai, vai em paz

Andréia Cardoso

Poema em referência e memória à: BANDA UTOPIA – ROCK BAIANO DOS ANOS 80 – PEDRAS

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7 responses to “As pedras da calçada”

  1. Avatar de andreiass7

    Muito obrigada pelo carinho!

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    1. Avatar de SERGIO CARMO DE SOUZA
      SERGIO CARMO DE SOUZA

      Bom dia, Andréia. Me chamo Sérgio Dau, músico, cantor e compositor baiano e também um dos fãs do álbum “Rock 96”. Acabei de ler seu poema e quando ia me referir a trechos da música que constam na composição da música Pedras, da Banda Utopia, vi que você já explicou sobre a inspiração. Seria legal investigar o compositor da obra que te inspirou para colocar os créditos dele ou deles na sua poesia. Qualquer dúvida procure Aline Rangel, filha do falecido produtor Wesley Rangel na Gravadora WR que ela pode te informar o nome do compositor. Essa gravadora é muito conhecida por ter lançado praticamente todos os artistas baianos que hoje estão em alta. Fica na Avenida Anita Garibaldi, bairro Rio Vermelho, bem no início da via, após o viaduto.
      Um grande abraço!

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      1. Avatar de SERGIO CARMO DE SOUZA
        SERGIO CARMO DE SOUZA

        Só completando: o disco de referência da canção foi gravado lá na WR discos. Obrigado!

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      2. Avatar de andreiass7

        Oi Sergio Souza, obrigada pela mensagem e toda a explicação e informações. Eu moro no Canadá e infelizmente não será possível encontrá-la, mas eu irei pesquisar no Google mais sobre o autor da canção, pois essa música foi marcante na minha vida. Toda vez que eu ouvia o trecho: “as pedras machucaram os meus pés”, uma lágrima corria pelo rosto, já que isso me remetia as torturas físicas e psicológicas que eu sofria dentro da casa dos meus pais… longa história. De qualquer forma, novamente, eu gostaria de agradecer pela atenção. Outro abraço!

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  2. Avatar de Lando Rebouças

    não sei se chegou a ouvi-la de novo, senão, taí…

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  3. Avatar de Alex BarSant
    Alex BarSant

    Poxa vida, lendo o que está escrito nesse poema (as pedras da calçada) e, o que você escreveu ao lado sobre quem és, pensei em perguntar quando escreveu tais pensamentos. Pode ser que a musica que escutei (PEDRAS), no início dos anos 90, da banda UTOPIA, do disco (vinil) Rock 96, lançado pela Aratu FM, aqui de Salvador e que ainda toco para relembrar com antigos amigos, não tenha nada a ver com você, mas em seu poema tem exatamente trechos dessa canção. Seria a música inspirada em seu poema ou seu poema veio dos trechos de tal canção? Pergunto porque não sei quem é o compositor.

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    1. Avatar de andreiass7

      Alex meu querido, muito obrigada pelo tempo que dedicou a escrever esta mensagem. Enfim, assim como você, eu ouvia essa canção quando era muito jovem, pouco antes da minha adolescência, e de alguma forma ela me inspirou a escrever o poema em questão. Engraçado! A letra dessa canção ainda é viva em minha memória, mesmo depois de anos sem escutá-la.

      P.s: Como não encontrei dados da autoria, não fiz menção ou uso de aspas, uma vez que: “não há palavras que nunca foram ditas” – Legião Urbana.

      Grande abraço,

      Andreia Cardoso

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