Infelizmente, meu amor, nós exaurimos
Toda aquela chama tão cintilante desvaneceu-se
Resta os braços gélidos da solidão
Esta noite não é mais tão cintilante
Mesmo com todas aquelas estrelas que estão lá no céu a brilhar
Elas me parecem disformes, disfocadas
A lua que não ocupa sua posição
Ficando a margem de qualquer coisa
De uma coisa qualquer
Está ali só, em uma solidão desnuda e desarmônica
Eu não sei meu amor, onde voce está agora
Mas onde estiver, fique bem!
Uma estrela azul me conduz à madrugada
Meu coração chora em um grito sufocado
Meu peito dilacerada uma dor que não pára
O coração grita sentimentos que não calam
Aqui dentro de mim mora uma tristeza que não morre…
Que vaga em mim, vagarosamente
Tortura-me e não se faz calar, porém
Eu não dispenso o seu abraço, o seu beijo e o seu calor
Mas como pássaro em meio a um voo perdido
Eu busco amparo assombrando cada palavra que teima em não querer se estampar
Elas estão aqui impregnadas de anseios, de medos, de confusões… elas estão ensopadas de sentimentos
Eu acordo em mim e …
Eu assusto meu corpo que a sombra da manhã irá reclamar por dores que não querem cessar
Aguardo o dia em que minhas asas estarão livres para içar voo
Aquele dia que a minha visão não será tão turva
Em um voo certo, assim como uma águia eu alcançarei a liberdade de um grito livre, de um canto novo, de um novo horizonte
Desejo a vastidão de um céu
Um céu de brigadeiro
Onde eu possa me perder rota a dentro
E penetrar em seu coração insensível.
Este é apenas um grito sereno
Em uma solidão desigual.
Nada mais…
Andréia Cardoso
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