Temos o péssimo hábito de desacreditar nos sonhos e passamos a ter mais vontade que força e, muitas vezes, apenas para desculparmos a nós mesmos que rotulamos as coisas de impossíveis, sendo a vontade superior à força.
Não ouvimos mais a voz do coração. Acabamos nos perdendo entre o que esperam de nós e o que realmente sonhamos. Esquecemo-nos que somos felizes por ter o que amamos e não por ter o que os outros afirmam ser amável. A felicidade é vívida no gosto e não em coisas materiais e banais.
O tempo passa e passa por entre nós os dias. O coração diz que falta apenas dizer – TE AMO verdadeiramente. Sentimentos não podem estar presos apenas nas palavras. É certo que o olhar fala mais que mil palavras soltas ao vento, mas o caminho que leva a felicidade depende de nossas ações. Felicidade se constrói e se alimentada cresce e floresce.
Pequenas atitudes fazem toda a diferença e abrem as portas para questionamentos maiores sobre o que, na verdade, são as sutis leituras corporais dentro das expressões verbais, gestos, entonação…
Do corpo exala-se toda vontade, seja ela a mais animalesca ou a mais doce, ou até mesmo a singela vontade de ter vontades. O corpo comunica com o exterior a vontade interior e, nele, é expressada todas as reações do meio.
A busca mais elevada por uma vontade completa corresponde ao amor que se esconde por detrás de uma amizade, fruto da força de vontade.
Entre a força e a vontade mora a coragem. Falta audácia de arriscar. O medo é o grande vilão das novas conquistas e descobertas. Se analisarmos com mais acuidade, poderemos observar que o maior vilão da FELICIDADE é o medo, medo de arriscar, e por esse medo lançamos mão do tradicional e dos costumes de forma a permanecer inertes e intocáveis pelo novo.
A tradição nada mais é que a forma mais imbecil de justificar a falta de coragem e criatividade. É, na verdade, um plágio de uma cultura uniformizada. Notemos que as grandes descobertas foram feitas por aqueles que foram atrevidos e romperam com o tradicional e tiveram coragem suficiente para arriscar.
Ao pensar na vida, podemos observar que as maiores escolhas acabam por ficar no passado, quando a juventude ousa a inferir, em nós, mais coragem, coragem bastante para que em um futuro certo tenhamos o suficiente para recordar. Teremos memórias de um solo fértil e boas recordações de horas vivas e vividas intensamente.
O ódio e o desprezo massacram todo tipo de sentimento nobre. É necessário força para não se perder por entre o rancor e acabar por instaurar uma postura defensiva como escudo às novas conquistas. O amor invade um coração livre e foge de toda couraça. Liberte-se e deixe fluir em seu EU sentimentos nobres e puros.
Permita-se novas experiências, inove, tente, experimente, ouça, agrade, agradeça, perdoe-se. Deixe que a simplicidade de tudo domine seus sentidos e admire o que há de melhor; ninguém é completamente mau ou totalmente bom. Conceda uma chance para aquele a qual sempre inferiu máculas, com isso você fará da sua vontade a busca pela paz interior – com a união da força e da vontade empenhará um progresso. Deve-se viver, não sobreviver a esse mundo. Seja fruto vivo de suas escolhas.
Andréia Cardoso
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