A cada dia eu desejo e alimento meus desejos com fantasias. Mas são as esperanças de um dia concretizá-los que me impulsionam a seguir em frente.

Desenho um castelo com o colorido mais bonito.  Na firmeza dos traços eu rabisco sonhos. Uso as cores que eu criei. Do azul, irei partir para o contraste com o branco que cintila pureza. Tenho o condão de fazer traços finos e contínuos. Posso apagá-los, refazê-los, torná-los perfeitos e imperfeitos, criando novas dimensões.

Meu castelo está suspenso como que amparado por duas mãos gigantescas. Estas têm o domínio sobre o eixo e são responsáveis pelas sombras dos dias atuais. Quando o vento bate, meu castelo pende para o norte.  Do sul vem a brisa mansa que me cobre com ternura.

Em dias chuvosos eu posso ouvir o barulho da chuva cair nos telhados. Como música este som se mistura ao frescor que exala do jardim e, lá, uma imponente dama da noite cintila alegria, espalhando seu aroma indescritível e inebriante pelo ar.

Andréia Cardoso

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