Na calada da noite, imersa na escuridão, ela se vê envolta em um turbilhão de lembranças, amor e dor. Seu coração, dilacerado pela saudade, palpita em um compasso doloroso, como se cada batida ecoasse os suspiros de um passado perdido.

Desesperadamente, ela tenta dar sentido a essas emoções tumultuadas que a consomem, antes que sejam capazes de engoli-la por completo. O peso opressivo da solidão a envolve, como uma sombra gélida que sufoca seus pensamentos. Seu peito arde, como se estivesse sendo consumido por chamas invisíveis, e ela fecha os olhos em uma tentativa vã de escapar desse fogo interno.

Sua mente, um labirinto de angústia, busca desesperadamente algum alívio nas lembranças de um amor que se esvaiu, uma ânsia insaciável que a consome por dentro. A nostalgia a envolve como uma névoa espessa, obscurecendo qualquer lampejo de esperança que ouse surgir. O desejo, impetuoso e avassalador, a devora, transformando sua alma em um campo de batalha entre o passado e o presente.

Ela sente o gosto agridoce do beijo dele em seus lábios, uma lembrança dolorosa que se recusa a desaparecer. Seu corpo, marcado pela ausência dele, treme com a intensidade das emoções que o invadem. Está em uma dança solitária, entre a melancolia e a resignação, entregando-se à dor que se tornou sua única companhia.

Uma lágrima solitária escorre por seu rosto, testemunha silenciosa do sofrimento que carrega dentro de si. Seu coração, fragmentado, pulsa em um lamento silencioso, ecoando os suspiros de uma alma aflita. Mais uma vez, ela fecha os olhos, em busca de um vislumbre daquele amor que se perdeu no tempo, na esperança de encontrar algum alívio para a dor que a consome.

Andreia Silva

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