Quantos pilares tem o seu caráter? O que sustenta o seu edifício de personalidade?

É tão difícil eliminar certa imagem que criamos e sustentamos a todo custo, mesmo que isso tenha ou venha custar a nossa felicidade.

Às vezes escondemos-nos por detrás de um personagem que com o tempo não nos agrada mais, mas infelizmente para eliminar esse personagem você precisa arriscar toda uma estrutura que sustenta as suas mentiras, os seus segredos, as suas fraudes, as suas enganações, os seus jogos emocionais, as suas traições, os seus fantasmas… Enfim, você está perdido e não consegue identificar do que é feito o seu caráter e o que sustenta o seu edifício moral.

Quem é você? Quem é a real pessoa que está sendo massacrada nas camadas mais profundas do seu medo, que impede o seu verdadeiro “Eu” de ser percebido, revelado, desmascarado, autenticado?

Quando você mente, você engana a si mesmo e acaba criando uma tensão desnecessária. A sua energia e vibração mudam e conspiram contra você.

Pode parecer simples cometer uma mentirinha, ludibriar daqui, encobertar erros acolá… Mas o lado obscuro da mentira é que ela tem perna curta e não vai chegar em um lugar distante. Ela é exigente. O que irá obrigá-lo a criar uma nova mentira para encobrir uma mentira anterior. E, esse exercício é infindável, podendo perdurar até que a verdade seja descoberta ou até que o ego seja deixado de lado para que um pedido de desculpas, confidências e reestruturação de caráter tome lugar.

Não tenha medo do caminho nunca trilhado e dê o seu primeiro passo rumo a liberdade de ser transparente e honesto, pois não existe nada mais precioso do que dormir tranquilo e sem as cobranças da sua consciência.

Não deixe que o medo silêncie os gritos de paz que sua mente te clama.

Lembre-se que a mentira e a manipulação nas relações pessoais é um veneno que destrói a alma e que te roubará o sono, mantendo-o numa eterna inquietação e insatisfação.

Verifique sua consciência e suas intenções, além de responder a si mesmo por quê que você é defensivo demais e evita analisar os seus erros através de uma visão crítica, madura e construtiva. Você é o único que conhece suas profundas intenções e verdades. Se ajude, pois nada nessa vida é uma setença final. Encontre um amigo, uma pessoa, um membro da família em que você possa confiar; confidencie intimamente sobre você e aponte com transparência as suas imperfeições, fale sobre o seu verdadeiro “EU”; permita-se que ele seja conhecido; revele seus segredos e ouça a observação e sugestões sem ser defensivo; sem tentar colocar maquiagem nos seus defeitos; sem manipular a realidade para obter elogios e apreciação – e finalmente ser aceito.

Seja autêntico. Permita-se ser vulnerável e transparente. Se você conseguir fazer isso, poderá abraçar todos ao seu redor de forma verdadeira.

Liberte-se e enfrente a sua própria alma!

Diz Carl Jung: “Não há despertar de consciências sem dor. As pessoas farão de tudo, chegando aos limites do absurdo para evitar enfrentar a sua própria alma.
“Ninguém se torna iluminado por imaginar figuras de luz, mas sim por tornar consciente a escuridão”. ( Carl Jung – Psquiatra Suiço – 26.07.1.875 – 06.06.1.961. Foi criador da psicologia analítica).

Andreia Cardoso

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