Naquela manhã as lágrimas escoavam como torrente e percorriam alma na mais profunda dor. Então, Ana olha para os lados e se joga no canto do quarto, recolhida ali ela se desabava em uma tortura tremenda.

Poderiam ouvir os gritos silenciosos da dor ao olhar aquela face recolhida, cabisbaixa e sofrida.

Naquele final de manhã de inverno era possível ouvir o vento frio soprar lá fora, mas por um minuto, um silêncio prolongado invadiu aquele espaço de tempo recolhido em um ar pesado, e…

Um fiasco de luz surge do nada e Ana tenta se apegar a essa última esperança ao se jogar desesperadamente nos braços daquele ser iluminado, com vestimentas claras e cheiro fresco de lavanda.

Um suspiro, silêncio e as lágrimas cessam como jamais tivessem iniciado, e o que se ouve ali são apenas sorrisos, agradecimentos e preces cheias de esperanças e paz.

Andreia

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