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É verdade sim que os fatos do passado devem ser reescritos em uma folha limpa e sempre relembrados para não cometermos os mesmos erros no presente, levando-se em conta que o passado é muito importante e tem um grande peso, pois só através dele é possível preservar as memórias emocionais e até mesmo contextos históricos, de forma que, fazendo uma reflexão sobre ele, é possível que sejamos melhores e evitemos os velhos caminhos de pesares.

O seu passado são os seus olhos, a sua base e o seu melhor guia. Se você negar o passado, você viverá uma morte interna e social, mas isolado, não reconhecerá nem mesmo sua própria voz. Essa é a consequência da sua “negação” revestida de solidão e egoísmo. Nega-se a ti mesmo?!

Você poderá negar a sua consciência? Não, ela te acusa, te incrimina, pois sua consciência é o seu caráter e ele grita todas as noites quando você tenta repousar a sua cabeça no travesseiro e os seus juízes, em alto tom, te repudiam e te insultam, chamando-te para a consciência, pois é lá que repousa a criança que nunca morre, onde mora a moral e um pouco do que restou de ingenuidade, ética, discernimento e espírito de resiliência.

Todos nós temos uma criança feliz internamente e uma outra que está ferida e traumatizada. Essa última é a culpada por nossos transtornos no presente. Mas essa mesma criança tem cura e, uma vez curada, passa a sorrir fascinantemente. É certo que esta criança irá novamente se machucar, mas é possível, no presente, fazer com que essa criança entenda e veja a vida por uma perspectiva de um adulto e, assim, por uma coragem moral e não apenas física, sempre será útil o encontro com as crianças presentes no nosso interior, para que nunca nos esqueçamos da nossa inocência, ingenuidade e sinceridade que habitam no poder do sorriso e das escolhas espontâneas. Lembre que o passado sempre se encontra no presente e é lá onde nossa eterna “criança” interaje; então, sigamos com a certeza que seremos melhores e não apenas medianos; que seremos ouvidos e não apenas ouvintes; que seremos alegres e não apenas palhaços; que teremos vontades e não apenas passividade; que poderemos ser e não apenas obedeceremos; jamais deixaremos o nosso passado ter domínio sobre nós, mas nos empenhemos no presente para que o nosso passado não nos detenha e apenas seja a nossa referência e alerta!

Andreia Silva

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