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Estava perdida em um dia escuro e úmido e ninguém estava ali para acender a luz. Então, o que me restava era refugiar-me detrás da porta. Ali no meu canto eu podia sentir o meu peito subir e arquejar como uma criança que soluça desesperadamente por dentro sem emitir nenhum grito e ninguém escuta. E quem de vocês se interessam pelas lágrimas que escorrem de canto? A criança grita e grita em seu silêncio mais uma vez.

A dor não passava e não vai passar antes que eu a reverta. A minha cabeça girava sem direção e a dor me cortava lentamente devorando-me numa satisfatória entrega ao descaso, como se ela tivesse vida própria, mas sei que com essa aflição chorarei por muito tempo, o que me atormenta. Era como se isso tudo já fizesse parte de mim e da minha alma.

Já não posso descrever o que tem apoderado do meu ser. Estou aqui como filha que nunca soube o que é ter uma mãe e desesperadamente chora abraçada pela mesma dor de quando era criança e se jogava detrás da porta.

De longe uma luz brilha no escuro e em preces eu posso ver um lugar mais tranquilo com sorrisos, compreensão, apreço e ternura; mas tudo tem um preço alto para chegar até lá. Eu choro, pois não tenho domínio sobre minhas mãos. E como poderei escalar o que o céu me oferece? Então eu me julgo e esfrego os meus olhos, dou alguns tapas no meu rosto e falo para mim mesma entre gritos e soluços: acorda menina, pois aqui não existe conto de fadas e a felicidade vai estar sempre do lado de lá e para tocá-la é preciso fé. Basta ter fé e moverás o mundo!

Você não está sozinha, meu amor! Olhe para cima, tire essa nuvem da frente, pisque os olhos e tente olhar por uma nova perspectiva, pois existe um mapa lá nas estrelas e um caminho a espera de você, basta acreditar.

Andreia Silva

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