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Eu poderia até começar o meu post com um discurso qualquer, onde eu reclamo dos dias escuros e de como sinto falta do meu céu de brigadeiro, mas nada disso tem importância para ninguém, a final, quem se importa? De quem mesmo é a dor? No final das contas, todos vivem aquele discurso: “serei feliz com ou sem você” – um tanto egoísta, não é? Mas seria o egoísmo algo assim tão negativo? Preto ou branco? Eu penso que não, até porque, são essas pessoas egoístas que sempre se dão bem na vida, pois elas não se importam com o sentimento de ninguém, com a tristeza que machuca tanto, com o desprezo, com as lágrimas que cortam a face madrugada a dentro, com as músicas que você não pode mais ouvir, porque elas remotam lágrimas… Sim, essas pessoas simplesmente não se importam com o outro. Para elas não existe teor da palavra; sentimento alheio; existe apenas um “centro”, um mundo individual que gira em torno dos seus próprios medos, anseios e desejos. Eu não sei mais o que sentir, mas acho que o adequado nessa situação seria o sentimento de inveja, porque definitivamente eu queria poder ser assim como elas – indiferentes. Eu queria simplesmente não ter coração e emoção. Queria, na verdade, ser como todos os outros e rir das desgraças da vida e fingir que tudo estar sempre bem e apenas começar de novo. No entanto, hoje, a tristeza não é passageira e vai sempre ter algum anjo triste perto de mim. E essa nostalgia que não passa, me lembra qualquer sorriso sem graça. Não me dê atenção, mas obrigada por pensar em mim.

Andreia Cardoso

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