Infelizmente na vida a gente não tem resposta para tudo. Porém, desgraçado é o destino que sabe que de lado ficará a saudade, ficará todos os sonhos, ficará os desejos, rolará as lágrimas, ficará o passado marcado a ferro, assim como dois corações fragmentados.
Eu jamais posso deixar de mencionar que tem alguém que segue na janela e vive uma tortura diária, tentando montar um quebra cabeça com o que sobrou da vida e das emoções – mais uma vez a culpa é do destino que anda pregando peças.
Sobre o amanhã, nada nos foi revelado. Então eu devo aceitar que as coisas simplesmente acontecem e a vida vai continuar de qualquer jeito, e isso faz parte da dinâmica da vida. Essa é a ação e interação dos fatos.
Quem nos dera a possibilidade desse conjunto de forças cíclicas de tração e reação nos levassem ao nível da intensidade dos sons mais plenos e as nossas forças em movimentos contínuos atingissem sempre o acerto e as notas mais suaves da vida. Quem nos dera prevê um amanhã mais bonito!
Todavia, eu estou a me perguntar: Retroceder ou continuar? Ah! Sei lá. Eu vou descansar nos dias e olhar para quando a brincadeira deixar de ser um jogo – Eu perco o sorriso por agora – Assim deve ser. Novamente eu me perco – eu que sempre tive domínio sobre tudo e sempre controlei todas as partidas. Como o destino está sendo cruel com essas cartas marcadas. Eu perco o chão, desço descontrolada e vejo meus abraços, beijos e emoções sendo roubados por um destino carrasco e mesquinho. Sim, existe uma fúria que grita baixinho no meio da gratidão, pois é impossível negar o querer. Neste momento, eu não estou falando sobre razão e também não vou ao menos citar a moral, o juízo de valor – meu coração mandou todos eles para o inferno, porque hoje a solidão bateu à porta e tortura meu peito vagarosamente, jogando na minha cara o sabor de cada beijo, cada olhar cortante, o cheiro misturado… Ah… Eu preciso balançar a cabeça e esfregar os olhos para afastar essas memórias, preciosas e torturantes – Ah… Eu estou entre o céu e inferno. Não consigo ver onde está o paraíso e a minha liberdade não faz sentido, quando na verdade eu queria mesmo era pertencer.
Então, eu escolho repousar no banco da saudade e entregar meus dias à solidão e ao acaso. Os meus dias vão.
Risos… Eu sempre ouço uma voz dizendo ironicamente: – Lembre-se, vai ter sempre um sorriso largo de otimismo para você. Olhe e veja! – Certo! Eu sigo com uma piscadela de canto de olho e vou para meu canto detrás da porta.
Hoje, os meus livros são a minha melhor companhia.
Andréia Silva

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