Mais um ano inicia para nossa história que não ficará pelo averso assim. Que ele venha com votos de renovação, otimismo, perseverança, planos, sonhos e todas as aspirações que fazem parte do nosso modelo ideal de vida.
Neste momento, normalmente costumamos fazer uma auto retrospectiva. Refletimos sobre – conquistas, família, amores, saúde, perdas, trabalho, amigos, projetos, tragédias, acontecimentos, nascimentos… refletimos sobre nosso passado. Começamos a desenhar e a sonhar com um futuro- o que é natural e segue apenas a ordem natural dos fatos- Viver e existir.
Carregamos muitos sonhos, talvez o maior deles seja conquistar um amor ou manter o seu amor em harmonia com a felicidade. Aquela felicidade sem preço, sem data, sem nome. A felicidade do momento, do despretencioso, do sorriso, do agora e do hoje. A felicidade de doar sem esperar, de ficar feliz com a alegria do outro e vibrar com a sua vitoria. A felicidade de saber que é possível ainda se surpreender e surpreender alguém. Ser a surpresa e ter a felicidade de fazer o bem sem olhar a quem- a felicidade de ser genuíno. Esquecemos o que quer dizer genuinidade, emoção verdadeira. Esquecemos de fazer gritar os ânimos, os bichos interiores. Estou falando sobre a felicidade que muitas pessoas almejam, mas poucas encontram.
Vejo meus sentimentos riscados pelo gosto amargo de ser preterida, traída, julgada, ignorada, ludibriada… assim como eu também em parte o fiz, mas, ao final de tudo, eu sou grata por ter boas e más emoções. É isso que me faz viva. Eu só posso valorizar a felicidade quando eu tenho a tristeza e é aí onde mora a genuinidade de perceber a importância do contraste para agregar valor a vida. Isso só descreve o espírito do sentimento de amor puro que não pode se eliminado mesmo com mágoas. Eu sou a prova viva da minha existência e não posso ser indiferente ao olhar este mundo, deixando-me ser usada por olhos alheios. Eu olho para tudo o que sobrou de mim com os olhos despidos do orgulho e vestido do carinho que nenhuma mácula é capaz de roubar. Resta-me um pouco de amor, um pouco de saúde e muito desejo de vida. Isso é tudo o que eu preciso para continuar a caminhar.
Hoje, tocada pelo meu coração, a parte que mais me comove, é ver um ano terminar com um vazio singular e minha mente me jogar nas lembranças de alguns amigos que se foram, nas promessas que foram feitas, nos planos que deixaram de ser realizados, nos amores que foram esquecidos e nos desejos que foram sufocados…. Eu deixo muitas mágoas ao longo desse ano, mas eu trago comigo um pouco da experiência que elas me proporcionaram.
Deixo os meus sinceros votos de um ano novo com mais saúde, fraternidade, justiça, felicidade muito Amor na vida e para a vida.
Andréia Cardoso
Deixe um comentário