Não que eu esteja perdendo o meu tempo, apenas vejo os dias passarem como se fossem únicos. Podem ser apenas dias, mas fazer deles especiais é um esforço contínuo.

Quando eu abro a janela e tenho um sol tão radiante que me engana, eu me vejo feliz pela imagem, mas meu corpo encontra-se gelado.

Em passos lentos eu caminho porta a fora. Eu corro por caminhos que antes eram tão desconhecidos. O novo não me assusta, pois me acostumei com sua partida. Olhar do topo não adianta, pois tudo é a mesma coisa como sempre.

Eu vou ficar aqui e deixar as ruas se cruzarem. Vou esperar o tempo passar e do alto do prédio eu vou ver a noite chegar.

Não me obrigue querer o amanhã. Ele pode nunca chegar.

Andréia Cardoso

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