Roubaram! Roubaram de mim a ternura, a sensibilidade, a realidade e o gosto pelos sonhos.

Roubaram os meus sorrisos e o meu encanto. Emprestaram-me uma carranca e ainda esperam que eu sorria. Mas eu posso esconder por trás de um sorriso a dor…

Roubaram de mim a minha inocência. Foram eles que roubaram as minhas coisas. Entraram aqui e levaram tudo. Pegaram o que eu tinha de mais precioso e destruíram.

Malditos invasores. Malditos… quebraram todo o meu espaço e se impregnaram em minha rotina.

Arracaram de mim tudo. Invadiram a minha vida e me venderam ilusões. Eu comprei um pacote furado. Um sonho inacabado.

Agora tenho nas minhas mãos um coração fragmentado e inútil.

Eu tenho medo das pessoas e de certas coisas.

Tenho medo de palavras repetidas.

Tenho medo de rotinas.

Por favor, não diga que me ama, pois novamente eu me entregarei ao hábito de comparar as palavras que já foram ditas.

Pois é, agora que roubaram de mim toda a esperança e sugaram toda a minha segurança, eu vou apenas me agarrar as opções que tenho, talvez as mais desfavoráveis.

Eu vou me permitir fazer de pesadelos sonhos.

Vou sonhar acordada para evitar confusões e falta de uma sequência lógica.

Mais uma vez sozinha e com a perseverança de que agora vai dar certo.

Caminhando em frente e sem a preocupação de olhar para qualquer ponto fixo ou me cobrar atenção em focalizar meus planos… mas que eu siga apenas em frente sem olhar para trás e sem fugir.

Parece uma extrema loucura extender tudo isto por tanto tempo.

Sozinha – eu e eu mesma, vou vivendo o meu próprio conceito de vida, seguindo os meus próprios instintos e tentando fazer diferente.

Andréia Cardoso

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