Talvez, hoje, seja apenas um discurso de meias palavras ou mesmo palavras completamente incompletas.

Têm aqueles dias malucos cheios de melancolia e, como nuvem cinzenta, turva qualquer tipo de reação.

Parece que estou quase pronta para o primeiro choro. Ninguém ouve meu silêncio.

Aquele vazio que falta pular pela alma a fora me destrói silenciosamente.

Há quem possa notar – anjos, singelos anjos curiosos. Eles estão sempre por perto.

São gritos de socorro de uma alma à beira da morte em meio aos gritos dos corvos.

Eles bombardeiam-me o tempo todo. Olham apenas o que olhos vêem. Nada mais.

Beleza, sutileza, delicadeza… para quê tanta “EZA” se o que me cobre é a agonia da  tristeza.

Logo, tudo passará. É sempre assim.

Talvez, hoje, não seja passageira esta tristeza derradeira.

Silêncio incólume velado em um corpo muito observado.

Cruz, espada, grita, chora, velas…

Sou tênue!

Em meio ao mundo de sonhos, busco traços de sentimentos que tentam ecoar da minha mente sem memórias. Talvez Nietzsche pudesse explicar, em suas loucuras, as mais doces sutilezas de uma mente que trabalha desesperadamente com emoções fortes e confusas.

Dias melhores virão.

No mais, não há mais.

Andréia Cardoso

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