Na verdade, nem tudo hoje me desagrada. Vem, então, aquela vontade de escrever qualquer coisa que esteja perdida dentro de simples narrativas, sentimentos impregnados em palavras desconexas, coordenados em pequenos parágrafos e que tenham a única finalidade de aliviar qualquer dor, qualquer sensação de solidão, alguma expressão qualquer, qualquer melancolia (…) É bem visível que já não faço tanta questão que leiam o que escrevo, afinal, escrevo para mim, e sempre foi assim. É apenas um alívio, uma descarga de energias.

De qualquer sorte, não há sorte, o que existe são encontros com o acaso. Mas, no final, acabo por me perder em meio a tanto acaso, desgraças e descrenças que, às vezes, tenho sede simplesmente da “SORTE”, se é que ela exista. Talvez tenha valor acreditar em um mundo inusitado, histórias em quadrinhos, contos de fadas e todas aquelas lorotas que nos contam desde a mais tenra infância. Já percebeu que a mentira é apresentada tão cedo, dizimando parte da nossa “pureza”? Ultrajamos de algo tão podre e cruel!  Cadê o lado lúdico da mentira? Mulheres são educadas a acreditar, apenas acreditar no que é dado como verdade. Por isso elas choram! São frágeis (…) Príncipes não existem e seu cavalheiro virá sem cabeça –  Homens não pensam.                                                             

Não tenho tanta inspiração como outrora, há meses ela foi se embora e levou minha memória, meu nome e minhas tristezas. Por hoje, é só isso. Deixo aqui apenas o meu singelo abraço, porém, posso cobrar de volta se for necessário. Não me negue na solidão (…) Seu descaso é tão desagradável e desprezível (…) apenas quis lhe oferecer o meu abraço, sem preço, sem pacto, apenas com um pouco de apreço.

Andréia Cardoso

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