Talvez eu chame de alívio esse oportuno recomeço. Porém, hoje, vejo que apenas as pessoas inoportunas não param de falar uma das outras e aquelas, as quais eu queria ouvir a voz, não ecoam uma só palavra, apenas não dizem mais nada – o silêncio a propagar.

Tem aquelas pessoas que falam tanto que, na maioria das vezes, mal sabem o que dizem. Enchem meus ouvidos de coisas vãs. Sinceramente, eu não preciso da descarga de palavras, palavras sem significados. Daquelas que me fazem falta, eu adoraria guardar e sentir cada palavra inundadas de saudades, apenas para guardar com um enorme carinho, sem qualquer rancor ou mágoa.

Acontece que, às vezes, me vem àquela vontade de vingança, de uma vitória que ainda não veio e um ódio incomum de sensações incompletas. O ódio do dito pelo não dito. Ódio das meias palavras e de sentimentos inacabados.

Novamente, aquela mesma repetição de sempre, sem nenhum resultado, apenas uma tentativa mal sucedida de tentar interpretar as minúcias de cada ação e reação – fruto do desespero.

Pois é… eu acabei perdendo espaço neste vão de palavras e, neste dispêndio de tempo, eu esqueci de mim mesma, e os outros, por conseguinte, acabaram perdendo espaço em mim. O que me faz bem! E sabe aquela nostalgia? Já foi…

Até já esqueci que existiu um propósito em cada arranjo de palavras, em cada coisa minuciosamente descrita, em cada ação nominada, em cada pessoa que fazia parte deste círculo e que, de alguma forma, se somava a mim.

Não, nem todos são insignificantes. Ficam apenas os que realmente importam. E o que importa na verdade? Sei lá… mas que fique cada um no seu cada qual. Que cada um leve sua cruz. Quantos Judas estão vestidos de anjos… pois é… é bom abrir os olhos.

É de grande importância saber que você sempre vai ser só você neste emaranhado de sentimentos e conflitos. Os outros pouco se importarão. No final, quase sempre perecemos sozinhos. Os outros lembrarão apenas de sua derrota. O caminho que você percorreu terá significado apenas ti. Lembrando que você sempre será só e não os outros. Não tente me convencer do contrário. Finalmente, conquistei todo significado que a indiferença me fez consolidar.

Andréia Cardoso

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