Sabia que pedras assim como as borboletas se transformam pelo processo da metamorfose? Acontece que as borboletas têm uma vida curta. Já as amigas pedras são duradouras e quase que eternas, a não ser quanto ao processo natural de lapidação que irá transferi-la para outro lugar, para um novo processo de acúmulo de detritos. O vento e as águas cumprirão esse papel.

Borboletas, com sua beleza estonteante, guardada por entre frágeis e singelas asas, esculpidas em um colorido radiante, trazem o poder da transformação.

Lindas, pequenas, exóticas, bruxas, más, delicadas (…). São várias as espécies de borboletas. Alguma delas pode ser você.

Em um vôo tranqüilo e determinado, por detrás de toda a fragilidade, demarcará a sua trajetória imponderável, assim como uma águia, pairando por entre o céu e estampando o seu colorido, anunciam dias e finalizam noites.

Hoje, as borboletas me inspiram e me remetem para seu mundo de metamorfose. Dentre seus inúmeros simbolismos, eu me estampo nos sonhos de prosperidade porque é o que desejo.

Como um milagre, eu preciso de parte dessa transformação. Quero ser pedra, dentro de toda sua firmeza e possibilidade de lapidação, quero também a beleza desse inseto delicado e frágil.

Darei início ao ciclo de transformações e partirei do ponto mais insignificante para a transformação final. Vislumbro finalizar o ciclo com a mesma determinação da fase inicial.

Que no céu brilhe e cintile toda sua delicadeza – Borboletas.

Que as pedras permaneçam inertes aguardando sua lapidação.

Andréia Cardoso

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