Hoje, eu quero organizar a casa. Observo que tudo a minha volta está desordenado. O que preciso, sempre com urgência, não encontro; e olha que sempre tive o cuidado de ordenar tudo, faz parte do meu metodismo.

Quero organizar os ciúmes, ciúmes das palavras. Formatarei o medo da partida. A insegurança não tem moradia. Então, não hospedem seus medos, aqui não terá lugar.

Talvez eu precise de caixas. Empreste-me as suas. As que disponho não cabem mais em mim. Você não entende as minhas necessidades. Não é que minhas caixas sejam insuficientes, elas só precisam de espaços para serem guardadas e você sempre tem um cantinho. Você cuida, limpa e zela. Você é bom no que faz! Não permita que os elogios te dominem, senão acabará por destruir o que você faz de melhor.

Formatarei meus sentimentos. Em caixa alta eu SEMPRE TE AMAREI. Sei que são apenas palavras, mas quero te mostrar como se ama em toque contínuos e ritmados. Nunca duvide dos meus sentimentos. A insegurança é obstáculo para o amor. Acredite, a dúvida mora ao lado do desprezo. Você é muito superior a quem procura comparar-se.

Os versos são feitos de misturas de sensações. Por vezes tomo emprestado alguns sentimentos, muitos são importados do passado, alguns são inventados, outros tantos são meus e verdadeiros. Aqueles seus, eu me reportarei em sons junto aos seus ouvidos.

Você meu amor, me inspira na alegria e na tristeza. Permita-me misturar o real ao surreal. Organiza meu coração. Faz-me recordar como as coisas simples da vida podem ser maravilhosas.

Hoje, eu arrumarei a casa, arrumarei a vida. Disponho-me em nichos e você sempre caberá neles. Você é a decoração. Você é o que há de mais nobre no meu espaço. Espaço rústico, mas meu e seu.

Te amo!

Andréia Cardoso

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