Não posso afirmar com certeza qual a cor dos meus olhos.
Eu não sei mais se continuam os mesmos de tonalidade castanha.

Eu, eu tenho um grande problema, julgo tudo com bastante crueldade, de acordo com meu estado de humor, de acordo com meu estado de carência, que é quase uma constante, por vezes até insuportável para quem olha de fora com olhos da indiferença.
Eu escuto conforme me é conveniente, no tempo, momento e volume que me agrade.

Suas opiniões são suas e eu as sigo hora com estupidez hora as ignoro da mesma forma que as aceito, depende do dia.
Eu nego o futuro, não gosto de imaginar, já me acostumei com frustrações, mesmo gostando de sonhar, continuo negando o que vem…

Meu grande mal é sofrer de saudade, saudade disso e daquilo, do que não vivi, do que ainda nem imaginei, mas sempre saudade do que nunca me pertenceu, e isso não é passageiro, é uma constante.

Estou faminta de prazeres para sanar minhas dores e tenho fome de dor para me motivar a ter ânimo para buscar resultados.
Já realizei muitas promessas, só esqueci-me de mim por alguns dias ou meses.

Falando a sua língua, eu acho que posso atingi-lo e enganar os santos, mas não posso. Meu orgulho me impede de vê-los. Na verdade, não falo a língua deles, porque eu odeio o silêncio e amo aqueles que me ferem. Deles esperarei sempre o melhor.
E… meus olhos continuam os mesmos, eu quem parei de observá-los. Basta-me abri-los.

Andréia Cardoso

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